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Pique total! com Theo, Monica e Ricardo Liendo

Por Milton Saldanha

Carismáticos, brincalhões e ao mesmo tempo profissionais que levam seu trabalho a sério até a medula, Theo e Monica representam o que há de melhor na atual safra dos grandes dançarinos de  salão, a começar pela  versatilidade: são capazes de dançar bem todos os ritmos, crescem mais ainda nos shows de palco, e suas aulas são sempre leves e divertidas, permitindo que se aprenda com alegria e prazer. or tudo isso, não é exagero dizer  que Theo e Monica são um casal completo.

Nada, nestes últimos seis anos, representou melhor o Dançando a Bordo do que eles, homenageados com a capa desta Edição Especial, em foto de Kriz Knack, do Studio Ruda.

Para nós – Francisco Ancona, Naim Ayub, Sabrina Altieri, Rubem Mauro (Rubão) e eu – seus parceiros no planejamento destes eventos flutuantes – é uma absolutatranqüilidade saber que Theo e Monica estão no comando do  agito a bordo, porque isso é sinônimo de sucesso. Que, aliás, não depende só deles. Estão sempre cercados por equipes de professores e personal dancers também da melhor qualidade, escolhidos a dedo, sob rígidos critérios,  em que dançar bem é indispensável mas não é tudo. O trabalho com dança em navio, ainda que sempre extremamente prazeroso, envolve disciplina, pontualidade, dedicação e senso de equipe. Além, claro, de muito respeito e  empatia com os passageiros, de todas as idades. Responsáveis pela escolha, treinamento e entrosamento da equipe, que tem que trabalhar coesa, Theo e Monica revelam também nos bastidores, fora das vistas do público, uma admirável capacidade de liderança. Theo, o mais extrovertido, alia a isso inacreditável energia. Na volta do cruzeiro Tango & Milonga, por exemplo, quando nosso staff subia a serra em ônibus exclusivo, de Santos para São Paulo, ele não entregava os pontos. Uma parte da turma tentava cochilar, com aquele gostoso cansaço pós-cruzeiro, mas Theo continuava a mil, brincando com todos e irradiando sua permanente simpatia.

Quem quiser saber mais sobre a experiência deles não pode deixar de ler o emocionante depoimento escrito por Monica, na página 4. A descrição do desembarque no porto de Lisboa, sob os aplausos dos hóspedes do navio, é um momento cinematográfico e impressionante, que confirma tudo que eu disse acima. Eles amam as pessoas, a dança, as viagens e os navios. Isso transparece e nada tem de artificial, simulado. São verdadeiros, naturais, espontâneos. A reciprocidade chega com a mesma carga positiva. Fazem amigos por onde passam.

E quando se fala na biografia de Theo e Monica não pode ficar de fora um nome muito especial e querido na dança de salão brasileira: Ricardo Liendo. Foi o mestre do jovem casal, e com quem tive a alegria e honra de compartilhar aquele que foi a semente do Dançando a Bordo, em 1995, o “Cruzeiro Dançante ao Prata”, no inesquecível navio Eugenio Costa. É uma bela história, contada em detalhes na página 13 graças à minha privilegiada memória. Lembro-me até hoje de cada minuto daquele cruzeiro, que foi minúsculo na estrutura dançante, com apenas seis profissionais, mas teve um grande impacto emocional em nossas vidas.

Este jornal é dedicado ao trio de linha de frente, os três dançarinos que incorporaram definitivamente seus nomes aos melhores cruzeiros dançantes de todos os tempos, sob a bandeira da Costa Cruzeiros. Nós, os demais, somos os que não aparecem, a tropa da retaguarda, com a mesma dedicação mas tarefas diferentes. Na hora H, a que mais interessa, ontem foi Ricardo Liendo e hoje são Theo e Monica que têm nas mãos a responsabilidade pelo “Pique total!”

Em certos momentos até parece ser simples. Esse é o segredo do talento, como diria nosso eterno mestre Fred Astaire.

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